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Traz Alguém Maior — uma campanha para aproximar gerações

By Dezembro 1, 2025Janeiro 8th, 2026No Comments

Oficinas “Traz Alguém Maior!”

A campanha Traz Alguém Maior foi criada para incentivar a participação intergeracional nas atividades do Bombarda Maior, partindo de uma ideia simples: quando alguém mais novo convida alguém maior para experimentar algo fora da rotina, ambos ganham. A inscrição era gratuita para duplas formadas por uma pessoa com menos de 60 anos e outra com mais de 60, promovendo desde logo um gesto ativo de aproximação — seja entre familiares, vizinhos, amigos ou até colegas de bairro que raramente partilham tempo de qualidade.

Mais do que um incentivo logístico, a campanha funcionou como um “pretexto positivo” para cruzar ritmos, histórias e temperamentos diferentes. Em cada oficina, viu-se aquilo que a campanha pretendia estimular: conversas que não aconteceriam de outra forma, descobertas feitas em conjunto e uma naturalidade rara no encontro entre gerações. Sem dramatização, sem paternalismo — apenas convivência, curiosidade e a sensação de que estar acompanhado, quando é escolha e não obrigação, torna tudo mais leve.

Ó! Cerâmica — Criar uma caneca

A primeira oficina Bombarda Maior levou pares de diferentes idades até à Ó! Cerâmica, onde a mesa de trabalho rapidamente se transformou num ponto de encontro. Entre rolos de barro, moldes, tentativas e pequenos gestos técnicos, a conversa instalou-se com naturalidade. A atividade tinha um objetivo simples — criar uma caneca — mas aquilo que se viu foi sobretudo a vontade de experimentar algo novo sem pressa e sem expectativas rígidas.

O ambiente descontraído e a oriemntação de Nuno Santos, permitiu que cada dupla encontrasse o seu próprio ritmo, ora mais concentrado, ora mais leve. No final, as peças seguiram para cozedura, levando consigo marcas individuais e histórias partilhadas. Mais do que objetos, ficaram memórias de uma tarde tranquila, criativa e intergeracional — exatamente o tipo de encontro que o Bombarda Maior quer continuar a provocar.

Circus Network — Mural coletivo de arte urbana

Na segunda oficina, dinamizada pela Circus Network e orientada pelo artista MyNameIsNotSEM, os participantes foram convidados a mergulhar no universo da arte urbana. Muitos estavam a segurar um spray pela primeira vez, mas isso não impediu que a experiência se tornasse rapidamente coletiva: cores que se cruzavam, linhas que se ajustavam, ideias que apareciam espontaneamente. A Garagem de Santo António, em plena Rua de Miguel Bombarda, ganhou um mural construído a várias mãos, resultado de um processo tão livre quanto guiado.

O exercício foi menos sobre técnica e mais sobre abertura — abrir espaço para errar, para aprender devagar e para olhar o território com outra atenção. Numa tarde fora do habitual, os participantes descobriram uma linguagem artística que tantos veem de fora, mas que aqui se tornou acessível, divertida e profundamente partilhada. O mural final é o registo visual de um gesto maior: deixar uma marca em conjunto no lugar que habitamos.

Violetas Creative Studio — Coroas de Natal

A última oficina do ciclo levou participantes até ao Violetas Creative Studio, onde a mesa se encheu de ramos, bagas, folhagens de inverno e pequenos elementos naturais. A construção de coroas de Natal serviu de cenário para conversas tranquilas, partilhas improvisadas e um tipo de colaboração que nasce sem esforço quando todos têm algo nas mãos. 

Num ambiente acolhedor e com a orientação da Karla e do Zé Pedro, a atividade desdobrou-se para lá do objetivo estético: revelou paciência, sentido de detalhe e uma atenção mútua que não se força — simplesmente acontece. Entre pares de idades distintas, criou-se um clima de descoberta e de celebração, num fecho simbólico das atividades do mês.

Fotografias: Associação Quarteirão Criativo ©  pela Diana Monteiro

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