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Bombarda como sala de aula viva: uma visita ao ecossistema criativo

By Março 20, 2026No Comments

No dia 12 de março, Bombarda recebeu uma turma de 20 alunos do 2.º ano de Design da Escola de Artes da Universidade de Évora, acompanhados pelos docentes José Miguel Gago da Silva e Tiago Navarro Marques.

Mais do que uma visita de estudo, foi um percurso pelo que faz deste território um ecossistema criativo em funcionamento — onde se cruza pensamento, prática, matéria e percurso.

Ao longo de uma tarde, Bombarda mostrou-se como aquilo que é: uma montra viva do que significa trabalhar, criar e sustentar projetos no campo do design, da arte e da produção contemporânea.

A visita foi orientada por Sílvia Pinto Costa e Marina Costa, da Associação Quarteirão Criativo, que acompanharam o grupo ao longo de todo o percurso.

Um percurso entre prática e percurso profissional

A visita começou com Álvaro Negrelo, num contacto direto com o trabalho de um maquetista profissional. Um momento de aproximação à dimensão técnica e muitas vezes invisível do design.

Seguiu-se o atelier de Gémeo Luís, onde o designer partilhou não só projetos desenvolvidos nas áreas do design de comunicação e produto, mas também o seu percurso. Um testemunho importante sobre o que significa construir uma prática ao longo do tempo, entre encomendas, experimentação e posicionamento.

Projetos que nascem e crescem no território

O percurso continuou por diferentes espaços que refletem a diversidade de abordagens dentro do quarteirão:

Scar-Id, uma loja com forte curadoria de seus autores contemporâneos, nas áreas da moda e do design
Ó! Cerâmica, onde foi possível conhecer a loja e espaço de produção de cerâmica, bem como o funcionamento dos workshops
Tincal Lab, espaço híbrido entre loja, galeria e espaço de produção de joalahria contemporânea, com uma dinâmica contínua de programação
Capim Rosa, com uma explicação detalhada sobre o processo de construção das peças de mobiliário e decoração, do material ao objeto final

Cada paragem acrescentou uma perspetiva distinta: produção, comercialização, experimentação e formação.

Bombarda como território de aprendizagem

Este tipo de visitas reforça a importância do contacto direto com contextos reais de trabalho.

Num momento em que o ensino do design procura uma maior ligação à prática, experiências como esta permitem cruzar o espaço académico com o terreno – entre processos, escalas e percursos concretos.

Como definido na identidade do projeto, Bombarda constrói-se num ritmo contínuo de criação e transformação, mais do que em momentos isolados .

Um agradecimento

À Escola de Artes da Universidade de Évora, aos docentes José Miguel Gago da Silva e Tiago Navarro Marques, e a todos os alunos, deixamos um agradecimento pelo interesse, pela escuta ativa e pela participação ao longo de todo o percurso.

Um agradecimento também aos espaços e criativos que abriram portas e partilharam os seus processos — contribuindo diretamente para esta experiência.

Ficamos com o registo das imagens que gentilmente nos cederam, e com a expectativa de que este dia tenha deixado boas referências para o caminho que continuam a construir.