Assim se fechou mais um ciclo Afinidades, com o Museu Nacional Soares dos Reis cheio de vida, a comunidade de Bombarda reunida e a cerâmica contemporânea no centro das conversas, dos encontros e da reflexão partilhada.
O evento de encerramento da edição Afinidades na Cerâmica Contemporânea decorreu numa tarde marcada pela presença de artistas, parceiros, representantes institucionais e público, assinalando o culminar de um programa que, ao longo de vários meses, aproximou património museológico, criação contemporânea e território.
A sessão iniciou-se com um diálogo entre Pedro Moura Carvalho e Sílvia Pinto Costa, dedicado à cerâmica portuguesa do século XX. A conversa revisitou autores, obras e momentos-chave desta história recente, articulando-os com práticas atuais e lançando pistas de leitura sobre o estado da cerâmica contemporânea em Portugal. Entre referências, contextos e recomendações dirigidas a criadores emergentes, ficou claro o lugar fértil que esta expressão artística continua a ocupar entre tradição e experimentação.
Seguiu-se o enquadramento do percurso desta edição, apresentado por Tânia Almeida Santos, presidente da Associação Quarteirão Criativo, que sublinhou o Afinidades enquanto programa de continuidade, capaz de articular o acervo do Museu, a comunidade criativa de Bombarda e novas narrativas artísticas. Um balanço que reforçou o crescimento do projeto e a sua consolidação enquanto plataforma de encontro e colaboração.
O momento mais aguardado da tarde foi a distinção da artista vencedora, Mab.Ko (Marion Flore Konirsch, 1992, Paris). O anúncio, feito na presença de António Ponte, diretor do Museu Nacional Soares dos Reis, e de Super Bock Group, reconheceu a força da obra Existe uma importância psicogeográfica da cidade, selecionada entre 40 propostas inspiradas na Natureza-Morta (1645), de Pieter Claesz. Um reconhecimento que reuniu consenso entre júri e público, sublinhando a relevância e a ressonância da peça.
O encerramento foi também o momento de lançamento do catálogo Afinidades 2025, publicação que consolida meses de trabalho conjunto entre artistas, Museu e quarteirão Bombarda, e que fixa em papel este capítulo da cerâmica contemporânea no território.
Entre conversas, reencontros e celebração, a tarde prolongou-se num ambiente informal, acompanhado pelas iguarias do Frida, restaurante da vizinhança de Bombarda, num gesto simples que traduz bem o espírito do programa: proximidade, colaboração e comunidade.
Algumas imagens deste encerramento seguem abaixo — registos de uma tarde que marcou o fim de uma edição e, ao mesmo tempo, abriu caminho para os próximos ciclos do Afinidades.
Fotografias: Edgar Santos | Associação Quarteirão Criativo